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Abordagem Policial é um weblog coletivo que trata de Segurança Pública. Seus principais colaboradores são Alunos-a-Oficial da Polícia Militar da Bahia, que expõem comentários sobre assuntos relacionados ao tema, buscando a interatividade com os visitantes.
Colaboradores: - Danillo Ferreira é Aluno-a-Oficial da PM-BA e acredita na construção duma polícia cada vez mais imbuída de valores democráticos e humanitários, utilizando o conhecimento e a educação como alicerces deste mister. - Victor Fonseca é Aluno-a-Oficial da PM-BA e um férvido admirador do militarismo, seguidor ipsis literis da dedicação exclusiva que a profissão exige e entusiasta da atividade policial militar. - Marcelo Lopes é Aluno-a-Oficial da PM-BA, e antes de ingressar na Academia era Soldado da Instituição. Cursou Administração de Empresas e é defensor do profissionalismo e da legalidade. - Emmanoel Almeida é bacharel em Teologia, professor de oratória e instrutor de técnicas aplicadas de memorização. Quando ingressou na Polícia Militar cursava Química na UESB. Hoje é Aluno-a-Oficial da PMBA. - Sandro Mendes é Aluno-a-oficial da PM-BA, convicto e entusiasta do militarismo e convencido da nobreza ímpar do serviço policial militar e de sua imprescindibilidade para o bom convívio social. Parceiros:
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18 de Agosto de 2008 Falácias apregoadas por policiais (e não-policiais). por Danillo Ferreira Em todo grupo social existe um conjunto de entendimentos e práticas que tornam, efetivamente, duas ou mais pessoas como participantes de um grupo. Esses entendimentos são vínculos, elos, que fazem aquelas pessoas agirem e opinarem de maneira relativamente semelhante em certas circunstâncias. É assim com os médicos, é assim com uma família, e não poderia deixar de ser com os policiais. Elenquei aqui alguns argumentos que, vez ou outra, surgem em discussões entre policiais, ou mesmo entre indivíduos outros que tratam de polícia e segurança pública, e que, apesar de aparentemente possuírem certa lógica, são mentiras de fato. Obviamente que a lista não está esgotada aqui (sintam-se à vontade para aumentá-la), tampouco são assertivas que são tomadas como verdade por todos os policiais – mas resumem os principais equívocos que os profissionais envolvidos com segurança pública tendem a absorver. Ei-los: "'Bandido' bom é bandido morto" Trata-se duma assertiva que expressa o superpoder que alguns policiais acham que têm. Dizer que o infrator da lei não possui direito à vida é intitular-se legislador, policial e juiz a um só tempo. Esse entendimento supõe uma sociedade boa (tendo o "pai de família" como um dos seus símbolos) versus os "marginais", ou "vagabundos", traçando uma linha intransponível entre esses dois extremos. Ou seja, o potencial descumprimento da lei é tido como algo intrínseco ao homem – uma visão eminentemente lombrosiana. "Fulano não entende nada de polícia, nunca sentou num banco de viatura" Se a pura prática da ação policial fosse suficiente para gerar um bom entendimento de polícia, não teríamos muitos dos problemas que atualmente enfrentamos. O empirismo puro não leva à excelência. Imaginemos que os críticos do Presidente da República precisassem eleger-se ao cargo para depois criticá-lo; seria absurdo. Geralmente o argumento é usado para esconder nosso despreparo, ou mesmo para rebater críticas infundadas, mas através dum raciocínio torto. "Os Direitos Humanos só protegem os bandidos" Muitos policiais ainda não sabem o que são os Direitos Humanos. Comumente se confunde os Direitos Humanos com as organizações que se propõem a defender os Direitos Humanos, organizações estas que às vezes são injustificadamente incendiárias, e possuem participantes com objetivos políticos questionáveis. Mas é natural que os abusos cometidos por policiais, representantes do Estado, sejam ressaltados frente aos realizados pelos demais membros da sociedade. Se os policiais se dedicarem ao estudo e à internalização dos Direitos Humanos, terão mais argumentos e embasamento para refutara as teses de organizações mal-intencionadas. "No Judiciário, no Ministério Público e entre os políticos há muitos corruptos, e não são condenados como nós, policiais" Essa é uma assertiva que deve ser parcialmente considerada. Não se duvida que existam corruptos no judiciário, no Ministério Público e no "meio político" brasileiro – em verdade, todas as instâncias estatais estão sujeitas a esta doença. O problema está em tentar justificar o erro nosso com o desacerto de outrem. O policial que se ancora na doença alheia certamente o faria se fosse juiz, promotor, professor, etc. "O policial administrativo é preguiçoso, o operacional é arbitrário" Entendendo o policial "administrativo" como aquele que trabalha em atividades burocráticas, e o "operacional" sendo aquele que trabalha na rua, seria incorreto determinar estereótipos para ambos. A técnica operacional não está desvencilhada da do respeito às leis e garantias fundamentais, ao contrário, a técnica é um dos instrumentos a ser utilizado para alcançar esses ideais. Da mesma forma, o fato do policial administrativo não ser acometido pelo stress comum à atividade, não o torna um preguiçoso ("macetoso", no jargão militar). Há mesmo aqueles que chegam a ultrapassar sua carga-horária de trabalho em prol da execução de suas missões. Chega a ser irracional essa dualidade de modelos, já que a rotatividade de funções é um fato na maioria das organizações policiaias. Compare preços de: DVD Tropa de Elite, Miniatura de cadete PM, Notebooks, Câmeras Digitais, Aparelhos MP9, Aeromodelos de Guerra, Monitores LCD. | Comunidade orkut | Assinar Feed | #
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